UMA FRASE OU TROVA DIFERENTE A CADA HORA CHEIA:

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domingo, 25 de agosto de 2019

REPÚDIO...

BLOG O PLEBEU
A poesia caiu por terra,
Agonizou nas calçadas.
Levada pela enxurrada,
Percorreu as sarjetas.
Desiludida, sem forças,
Penetrou pelo ralo,
Perdeu-se no esgoto,
Afogou-se no valão.
Misturada ao lixo,
Flutuou para o alto-mar,
Evadiu-se do mundo.




domingo, 13 de maio de 2018

Ser mãe é:


             Somar sentimentos.
             Estocar saudade.
             Diminuir a raiva.
             Distribuir felicidade.
             Multiplicar a paz.
             Derramar bondade.
             Buscar a esperança.
             Cativar a amizade.

             Abraçar a ternura.
             Difundir paciência.
             Repugnar o desprezo.
             Afrouxar a resistência.
             Abandonar o vício.
             Espancar a violência.

             Esquecer o ódio.
             Dividir a paixão.
             Atropelar o ciúme.
             Respeitar a afeição.

             Conquistar a sensatez.
             Doar asas à certeza.
             Cultivar o dom da fé.
             Sorrir para a tristeza.

             Educar a teimosia.
             Expulsar o rancor.
             Enraizar o convívio.
             Perpetuar o amor.


Homenagem do Blog O Plebeu.




terça-feira, 27 de março de 2018

QUERIA...


BLOG O PLEBEU
Queria que acabasse o consumidor,
Para não sobreviver
o traficante.
Queria que terminasse o corruptor,
Para não perverter
o governante.

Queria que se eliminasse o receptor,
Para não existir
o vil assaltante.
Queria que se extinguisse o amargor,
Para não servir
o mau adoçante.

Queria muita estima ao professor,
Para desaparecer
o pobre ignorante.
Queria pôr um final ao usurpador,
Para só reconhecer
o bom amante.

Queria que não houvesse o agressor,
Para voltar o respeito
ao semelhante.
Queria que se perpetuasse o amor,
E jamais ser desfeito
este instante.




quarta-feira, 4 de outubro de 2017

ARTE À PARTE

BLOG O PLEBEU
Nascemos intervindo,
nos cobrimos por receio,
já que arte é cultura,
não floresce com naturalidade.

Pois tudo que é advindo,
logo se envolve em rodeio,
e se confunde com loucura,
que assombra a humanidade.

E sempre é bem-vindo,
quando o bom-senso é esteio,
que não infringe a censura,
e se revela mãe da moralidade.

Porém o nu é lindo,
quando o corpo não é feio,
assim como a alma é pura,
enquanto não conhece a maldade.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

QUAL-IDADE

BLOG O PLEBEU:
Muitos já perderam sua util-idade.
Outros esqueceram a atual-idade.
Poucos encaram a sua real-idade.
Porque tudo tem uma final-idade.

Alguns até agem com brutal-idade.
Exageram e proclamam viril-idade.
Sequer ponderam sua legal-idade.
Enquanto outros são só docil-idade.

Podemos divulgar a genial-idade.
Demonstrar a melhor vital-idade.
Evidenciar a sua particular-idade.
Sem ferir ou agir com hostil-idade.

Não é questão de superior-idade.
Devemos agir com cordial-idade.
Isso com bastante natural-idade.
Para que reparem na moral-idade.



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

VER SEJA DOR

BLOG O PLEBEU
Tem muita gente que procura dor.
Há ainda aquele que compra dor.
Alguém garante que governa dor.
E existe outro que programa dor.

Não se encontra quem vende dor.
Mas só o idiota se faz de dita dor.
Às vezes surge logo um beija dor.
Mas no peito habita um goza dor.

Entretanto a mocidade ama dor.
Visto que o amor é avassala dor.
Contudo a bondade silencia dor.
E Deus é o nosso ressuscita dor.

O mais justo e sensato troca dor.
O ousado e atrevido adultera dor.
O masoquista tedioso corteja dor.
O poeta apaixonado declama dor. 

É fácil achar quem conhece dor.
Mas se busca um extermina dor.
Nesse mundo de sol encanta dor.
Sempre existirá o ser: sonha dor.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

FOCO

BLOG O PLEBEU
Hoje o dia acordou morto.
A cidade, silenciosa e vazia.
O semáforo... coitado..!
À toa, fechava e abria...!
Sem ter ninguém para atravessar.

Diferente do corre-corre de ontem.
A praça movimentada, um suplício.
O jornaleiro gritando, dava notícias.
Picolé, pipoca tudo vendido no grito.

Hoje, a vida agitada foi passear.
Saiu do centro e parou na orla.
Na praia, o ouvido não estranha,
Escuta o burburinho do tagarelar.
Gritos de adultos, crianças nervosas,
Fugindo das ondas, brincam alegres.
Um “agito só” ao som alto misturado.
Cheiro de comida saindo das barracas.
- “Churrasco...!” - “Isso é linguiça...!”

A praia morta da noite ganhou vida...
Diferente do marasmo de ontem,
Em que as ondas quebravam sozinhas,
Subiam na areia, cansadas, sonolentas,
Sem aparecer ninguém para se molhar...

segunda-feira, 29 de maio de 2017

ENTRESSONHO

BLOG O PLEBEU
Quando os afagos sinceros queimam a pele,
E os ósculos são recebidos como ofensas;
É sinal que o amor eterno que inda tentas,
Partiu no silêncio que a noite fria expele.

Quando a alma o toque lento, sutil, impele,
A indiferença fugaz já montou residência,
A compreensão cativa despediu a paciência,
Já não é possível que afeto puro se revele.
 
Se as virtuosas promessas viraram cinzas,
Se a paixão desenfreada impetrou licença,
Não há palavra nem ternura que convença.
É hora de alforriar repulsas vis ranzinzas,

Abrir as portas do coração tolo que temas
Em tornar prisioneiro o sentimento franco.
Nos olhos as lágrimas de angústia, estanco
Para que sejam extintas todas as algemas.

Que se renove o alento que em mim murmura,
Que a meiga saudade se ausente do meu ego,
Pois a esperança que no semblante carrego,
Adormeceu em fantasia, de livre vida futura.

sábado, 3 de setembro de 2016

UM GOLPE NA PESTE

BLOG O PLEBEU
Agora que tudo terminou como o esperado,
A fogueira foi apagada sem expelir fumaça,
Uma pedra sobre o lesivo recente passado,
O silêncio volta ao normal, pois tudo passa.

Vamos seguir desviando na mesma cartilha.
Vamos estancar a investigação de imediato.
O povão não conhece os planos da matilha.
Nem toda verdade foi revelada na lava-jato.

A polícia que volte discreta para seu quartel.
Os juízes que fiquem calados a esse respeito.
Afastar todo aquele que não aceitar o papel,
Que agrade aos que têm interesse no pleito.

E a mídia subornada com o dinheiro do povo.
Aumenta o número dos que vão ao cabresto.
Tal qual ditadura implantam o imposto novo.
E utilizam a saúde para justificar tal pretexto.

Volta tudo como dantes, já que a gang aprova.
Fica a incerteza, o apadrinhamento e o medo.
Aposentados precoces, a mordomia se renova.
Cartão corporativo, gasto que fica no segredo.

Porém chegou a hora do povo assumir o poder.
E anunciar um basta a toda tirania e corrupção.
A classe política deve doravante corresponder,
Aos anseios dos filhos da esplendorosa nação.

Não somos cordeiros cativos indo para o abate.
Pleitearemos a justa justiça como jamais se viu.
Pois ainda abrasa no peito a chama do embate.
Já que agora o futuro, por fim, chegou ao Brasil.

domingo, 15 de maio de 2016

FALSA IDADE

BLOG O PLEBEU
Uma rosa perdida,
Pelo vento arrastada.
No chão esquecida,
Sobre a fria calçada.

Pobre rosa perdida,
Sem rumo, nem jardim.
Tão jovem, cheia de vida,
Sem acolhida, nem festim.

Rosa perdida.
Rosa sem sorte.
De sina suicida,
Na esquina sem norte.
Nada sonha da vida, 
Nada espera da morte.

sexta-feira, 25 de março de 2016

RESSONÂNCIA

BLOG O PLEBEU
Eu escrevo aqui tudo aquilo que o coração me dita.
Medita a mente, fielmente, o que meus olhos veem.
Vem a mim poema fugaz, sofrido, que inspira ação.
Inspiração  fina, quase divina, de surreal contato.

Com tato busco  rimas sutis dentro  do compasso.
Com passo  firme  ando feliz, ela surge na janela.
Já nela  a ventania forte sopra, nobre namorada.
Na morada sombria  flamejam raios com tornado.

Contornado o místico enigma,  novo plano é feito.
Efeito do pôr do sol que repentina noite vem ser.
Vencer a fatídica sina, de um segredo guardado.
Guarda do sentimento, que não abandona o posto.

Oposto ao bom exemplo que espalha boa semente,
Se mente, o homem, para aclarar opinião mal dita,
Maldita paixão - transforma inocente em culpado.
Culpa do coração que pulsa paciente por toda via.

Todavia hesito, não me atrevo por medo de amar.
Há mar além do horizonte  que aflora em frente.
“Enfrente o amor” -  é o verso que ora eu escrevo.


domingo, 5 de abril de 2015

ESQUECIDO

BLOG O PLEBEU
Eu já vivi o que havia para viver.
Eu já chorei o que havia para chorar.
Eu já sofri o que havia para sofrer.
Eu já amei o que havia para amar.

Por que ainda continuo aqui não sei,
Se nem saudade na partida deixarei.

Pois não há mais sonho a ser realizado,
Nem existe distância a ser percorrida,
Não há mais mistério a ser desvendado,
Nem resto de esperança para esta vida.

Por que ainda continuo aqui não sei,
Talvez Deus me trate como eu O tratei. 

domingo, 5 de outubro de 2014

PRESAS VENENOSAS

BLOG O PLEBEU
Dizem que a inspiração
é uma astuta serpente
que persiste à espreita
só para picar a gente.

Arma o bote, se ajeita,
fala muito mal da morte,
não aposta no futuro,
pois só pragueja a sorte.

Tal qual viajante estranho,
soturno, falso e errante,
faz venenosas estripulias
e num único rompante,
escreve sua tosca poesia,
blasfema como vil caipora,
e sem dizer adeus, tacanho,
escapa, sombrio, porta afora.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

THE END

BLOG O PLEBEU
A última foto, em vida, tirada.
O último sorriso fácil, emitido.
A última lágrima, derramada.
O último toque na pele, sentido.

A última imagem fiel, guardada.
O último brilho da terra colorida.
Depois, tudo escuridão. O nada.
À espera da luz divina, prometida.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

COMBATE INÓCUO

BLOG O PLEBEU
A resistência das massas,
Envolta na podridão,
Sem honra desvia
A consciência das raças;
Implanta a covardia,
Trabalha a conspiração.

Toda guerra de honra, suplica
Um minuto de trégua e paz;
Até o ego por orgulho palpita
Submissão a um amor voraz.
Mas quem a verdade crucifica,
Pouco patriotismo no peito traz.   

Fomos, um dia, sementes fecundas
De um povo livre, sonho dourado,
Fincadas em raízes fortes, profundas,
Em solo fértil, por Deus abençoado.

Hoje somos heróis fracassados,
Passageiros inúteis da ambição.
Aventureiros, perdedores drogados,
De retorno cego à pútrida escravidão.

BLOG O PLEBEU

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

CORAÇÃO, A MÁQUINA BURRA

BLOG O PLEBEU
O juramento “para sempre” pode ser bem passageiro.
O declarado “amor eterno”, quiçá dure um entardecer.
O “até nunca mais” pode retornar da esquina ligeiro.
O simples “até breve”, talvez jamais volte a acontecer.
                                       
Por isso o “adeus” pode não ser um fato derradeiro.
Sempre restará a “esperança” do sonho se realizar.
Pois a “felicidade plena” pode te encontrar primeiro.
E o “verdadeiro amor”, em longo beijo, se eternizar.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

CATÁSTROFE

BLOG O PLEBEU
O que houve com o Tempo,
Que a Primavera não floriu?
O que aconteceu ao Universo,
Que a Lua, à noite, não surgiu?

O mundo revestiu-se de luto...
As pessoas deixaram de sorrir...
A guerra fria decapita silenciosa...
Os olhos não veem belo porvir...

Sem compaixão lutam e morrem...
Em bando de amor descuidado...
Cobiçosos, amontoados vegetam...
De cada rosto o sonho apagado...

Devastação preenche o espaço...
A Terra superlotada, em fome...
Gritos espremidos soluçam: paz...
Ao inimigo invisível, sem nome.

BLOG O PLEBEU

domingo, 15 de setembro de 2013

A FUGA DE NÓS

BLOG O PLEBEU 

A loucura chega sem mostrar identidade.
Apodera-se da mente e monta residência.
O mundo se limita a um quarto sem privacidade.
A grade sombria desenha a faceta da demência.

Ela sentiu que algo não ia bem quando se pegou
olhando fixo, com o rosto a menos de um palmo da parede.
No dia seguinte, despertou sem saber que quarto era aquele,
incapaz de dizer o que fizera na vida, muito menos
em que dia da semana estava.
Pensou no mês e no ano... Um imenso vazio.
O tempo vivido havia se apagado da memória.
O susto maior veio quando tentou lembrar o seu nome.
Chorou sem se reconhecer diante do espelho.
Atrás de si uma escuridão a impedia de reviver 
o menor fragmento do passado.

Como um lampejo de saída salvadora, notou 
o computador ligado à sua frente.
Lembrou-se que parando o mouse sobre a hora, aparecia
 a data completa. Correu para ele como quem 
vê o carteiro trazendo uma mensagem
que é aguardada com aflição. A mão trêmula demorou 
a ajustar o cursor no local que marcava as 17:00 horas exatas.
Um alívio. Uma luz se fez presente.
Todos os ansiosos dados do tempo estavam ali.
Sua dúvida buscou mais longe: “meus arquivos...!”
Seu temor a preveniu: - “E se um dia eu nem me lembrar que isso é um computador...?...Vou viver vagando sem lembrança... Deus meu...?!”

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

SONHO SURREAL

O tempo, devia ser contado a metro.
A distância, medida pela saudade.
O adeus, proibido de ir embora.
A beleza, durar toda a eternidade.

A dor, ser substituída pelo prazer.
O vício, transformado em caridade.
O ódio, nem sequer chegar a nascer.
A tristeza, trocada pela felicidade.

A paz, garantida em abundância.
A esperança, cercada de certeza.
A vida, ser uma eterna infância.
O perdão, cedido com gentileza.

A verdade, fornecida às toneladas.
A riqueza, brotar da honestidade.
A virtude, descer feito cachoeiras.
O amor, ofertado com sinceridade.